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A Flexografia em alta na Plastilene: a confiança no processo continua aumentando

À medida que a flexografia ganha uma fatia maior do mercado de embalagens flexíveis, em detrimento das rotogravuras, a confiança no processo continua aumentando. Na colombiana Plastilene, uma empresa convertedora de embalagens flexíveis, é justo dizer que a confiança está nas alturas.

“Eu digo às pessoas: ‘Você conhece alguma coisa que eu não possa fazer com flexografia? Porque eu não conheço.”, diz a diretora geral Belinda Duran (foto abaixo).

Duran reluta em afirmar que os processos de rotogravura e flexografia são concorrentes. “No nosso raciocínio, a rotogravura é apenas outro processo, mas que não tem se atualizado muito se comparado com o que tem acontecido com a flexografia”, salienta.

Como prova do que essas melhorias conseguem fazer, ela cita o sucesso da Plastilene no último Global Flexo Innovation Awards, evento no qual a embalagem laminada metalizada da empresa venceu o Gold Award por apresentar um fluxo de trabalho em flexo melhorado e um compromisso com a sustentabilidade.

Principal produtora

Com oito fábricas nas Américas do Sul e Central, Plastilene é uma grande produtora regional de embalagens flexíveis, etiquetas e envelopamentos.

A empresa tem representação em vinte países das Américas, o que dá ao grupo um alcance considerável. Além disso, ela está bem posicionada para analisar o que está acontecendo no mercado.

“Como as embalagens de hoje não só precisam promover, como também proteger, isso causa grande impacto na cadeia de suprimentos”, diz Duran.

“Personalização demanda processos de impressão mais curtos e mudanças de design mais frequentes. Isso faz com que a fase de pré-impressão aumente. Os designs são mais complexos, então, exigem maior qualidade de impressão. A demanda do consumidor por embalagens sustentáveis se traduz em uma necessidade de imprimir em substratos novos, talvez mais leves. Todos querem isso, mas sem queda na qualidade ou aumento de custo, o que também acontece com os proprietários de marcas, que desejam um tempo de resposta mais rápido. Estamos lidando com uma situação delicada, se considerarmos todos esses fatores.”

A chave para manter a situação sob controle é continuar próximo dos clientes para entender as necessidades deles agora e no futuro. Portanto, um serviço altamente personalizado é o ponto central para a estratégia da Plastilene.

Na empresa, cada cliente tem seu próprio executivo responsável, que tem a tarefa de identificar oportunidades e aprimorar produtos.

O desenvolvimento de produtos é um processo contínuo; as equipes de pesquisa e desenvolvimento trabalham em novas tintas, substratos e técnicas de acabamento.

“Quando criamos algo novo, apresentamos essa novidade aos clientes que acreditamos que podem ser beneficiados por ela”, diz Duran.

“Ter uma base firme em tecnologia de embalagens é um pré-requisito em funções responsáveis por lidar com o cliente na Plastilene”, ela continua. “Sem esse conhecimento, fica complicado estimar e entender as necessidades do cliente. Quando começamos um novo projeto, primeiro nos reunimos com o cliente para estabelecer o que ele quer alcançar e por quê. Quando concluímos os designs, criamos um protocolo que estabelece quais opiniões são necessárias. Depois, montamos uma equipe integrada de gestão para supervisionar todos os aspectos, do desenvolvimento do design gráfico aos detalhes da engenharia de produto. Tudo é coordenado por meio da nossa plataforma de informação SAP.”

A automação é essencial

Outro fator-chave na estratégia da Plastilene é a automação de processos. “Não há mais espaço para o trabalho manual com a flexo”, diz Duran. “O processo de fabricação precisa ser consistente e repetível se o que se deseja oferecer é uma genuína alternativa de alta qualidade à impressão offset e à rotogravura. Claro, é preciso investir tempo em otimização de processos, como, por exemplo, atingir o equilíbrio ideal entre uma visualização de alta resolução em lpi, tintas altamente pigmentadas e a dosagem correta de anilox. Mas o resultado compensa o esforço.”

Ela descreve a contribuição da tecnologia Kodak Flexcel NX como “suporte de ponta”, capaz de suportar a renderização da lineatura de 175 lpi que a Plastilene usa em todos os trabalhos.

“Aplicamos retículas estocásticas e híbridas e o padrão de superfície de ponto DigiCap NX, as quais atendem a necessidades bastante desafiadoras em termos de estabilidade da qualidade, reprodução gráfica, definição de imagem e vinhetas. Com as soluções NX, é possível imprimir gradientes muito suaves, chegando a 0, sem bordas serrilhadas”, ressalta.

Assim como muitas empresas no atual mercado de flexografia, a Plastilene está explorando o potencial da impressão com a gama de cores ampliada (ECG). “A tecnologia atende a muitas necessidades nossas e dos nossos clientes: maior produtividade graças uma menor quantidade de limpezas de máquina, menos tempo de inatividade entre trabalhos e opção de agrupar trabalhos na impressora. Além disso, a ECG quase consegue eliminar cores especiais.”

Pensando no futuro, Duran vê um crescimento contínuo da fatia de mercado para a flexografia. “Acho que os grandes avanços feitos na flexo recentemente chamaram a atenção de todos e iniciativas como o Global Flexo Innovation Awards ajudarão.”

Sobre a Miraclon

Criadas pela Miraclon, as soluções Kodak Flexcel – incluindo os sistemas Flexcel NX e Flexcel NX Ultra – líderes do setor – oferecem aos clientes maior qualidade, maior eficiência de custos, melhor produtividade e melhores resultados da categoria.

Saiba mais em www.miraclon.com. Siga-a no twitter @k

Sobre Lúcia de Paula

Lúcia de Paula
Jornalista na Linha Fina Conteúdos Jornalísticos, com 30 anos de experiência, especializada em flexografia, atuando no setor desde 2005; autora do livro História da Flexografia no Brasil, editado pela Abflexo/FTA-Brasil, Scortecci Editora, em 2018.

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