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Descubra seis tendências que influenciarão o mercado Flexográfico até 2023: 2,3% de crescimento anual.

A Flexografia estabeleceu há muito tempo seu lugar como processo de impressão de embalagens e rótulos. A Smithers Pira que se dedica a pesquisas do mercado de embalagens e impressão disse que “o mercado de impressão global está mudando rapidamente com as novas demandas dos consumidores, varejistas e clientes, exigindo mais variações e menores tempos de execução”.

Como resultado, um exame cuidadoso indica: “Os convertedores estão sendo desafiados a implementar avanços na tecnologia flexográfica, que estão melhorando a eficiência e permitindo que os fornecedores atendam às expectativas dentro de um mercado volátil”, acrescentam.

Automação, desenvolvimento e retenção de pessoal, dinâmica do consumidor, volatilidade do mercado, crescimento regional e impacto digital contribuirão para o que é projetado para a taxa de crescimento anual de 2,3% da flexografia até 2023. Naquela época, as expectativas de vendas de impressão flexográfica chegariam a US$ 187 bilhões anualmente. Atualmente está na casa de US$ 164 bilhões.

Conheça as seis tendências:

1) Automação e Indústria 4.0

O envolvimento qualificado do operador garantiu resultados de qualidade na flexografia, mas novas melhorias estão permitindo a colaboração entre os OEMs, Original Equipment Manufacturer , ou “Fabricante Original do Equipamento”, em português e que são os itens fabricados e vendidos mais baratos para fabricantes de impressoras, por exemplo. Os avanços no processo e preparação de chapas leva a um tempo de resposta mais rápido e estão impulsionando a automação como uma tendência para as impressoras flexográficas. Da preparação do arquivo ao acabamento, os fabricantes estão procurando fornecer uma solução quase totalmente harmoniosa para os operadores. Soma-se a isso a Indústria 4.0.

Além disso, o uso crescente de impressão de gama expandida (EG) minimiza as trocas de clichês e tintas, reduz o desperdício e oferece uma consistência entre as produções.

2) Mão de obra qualificada

A indústria flexográfica tem demorado a reagir ao problema da mão de obra qualificada, embora no Brasil há escolas técnicas especializadas como o SENAI, por exemplo. O aumento da automação está ajudando a minimizar esse problema, especialmente em regiões desenvolvidas. A escola está aí, mas cabe ao empresário incentivar e promover a especialização de seus impressores.

Conforme visto no item um, os fabricantes de acessórios estão automatizando muitos requisitos funcionais importantes, os OEMs estão criando fluxos de trabalho mais inteligentes, o que significa que a produção tem menos ênfase na interação e no conhecimento do operador. Isso pode reduzir o volume de pessoal necessário, mas também ajudará a aliviar o grande problema da mão de obra qualificada que está enfrentando a indústria.

3) Competição Digital

Os volumes competitivos estão sendo constantemente desafiados à medida que a tecnologia digital continua a evoluir. As tendências em volumes mais baixos e opções de personalização estão impulsionando o surgimento dos mercados centrais tradicionais da flexografia. Embora a flexografia continue sendo um processo testado e confiável para uma ampla gama de materiais, os desenvolvimentos digitais também aumentarão seu alcance.

OEMs e flexógrafos estão adotando os benefícios do digital oferecendo ambas as opções como soluções independentes e também uma transição para unidades de impressão híbridas, sendo que a combinação de impressão flexográfica e jato de tinta tem um futuro sólido na indústria.

4) Hábitos do Consumidor

Como a variedade de produtos continua a crescer globalmente, há uma necessidade maior de faixas de produtos e diferenciação de prateleira clara para os produtos. Além disso, como há mais foco em conveniência e porções controladas, os hábitos de consumo continuam a evoluir. Por exemplo, o consumidor prefere embalagens em que ele possa abrir, usar apenas o que precisa, fechar e guardar novamente.

Embalagens com Ziper facilitam o porcionamento do produto e são preferidas pelo consumidor.

As pessoas também estão vivendo vidas mais longas e ocupadas, o que significa que elas são direcionadas para essa conveniência e estão procurando por soluções mais sustentáveis ​​nas escolhas de produtos, embalagens e rótulos.

5) Volatilidade do mercado

Há uma mudança na demanda por formatos de pacotes alternativos e mais mídias eletrônicas. Como resultado, alguns mercados tradicionais de produção de impressão flexográfica – como, envelopes, bolsas e sacos – estão em declínio, marcando uma mudança na demanda em suas principais regiões globais. Compra-se muito mais pela internet e, nesse caso, dispensa-se a tradicional sacola da loja, por exemplo.

No setor de embalagens, que representa as atividades principais e o volume da flexografia, a mudança nos hábitos de consumo aumentou a pressão sobre o setor. Espera-se que a flexografia se adapte cada vez mais a requisitos de execução de volumes mais baixos e forneça processos de transição eficientes.

6) Crescimento Regional

Como o crescimento econômico resulta em uma classe média mais abastada, há mais atividade em torno de bens de consumo e mais pessoas desfrutando dos produtos de marca encontrados nos estados mais desenvolvidos da Europa e da América do Norte.

Como mostra o Gráfico, a Ásia é atualmente o mercado dominante em embalagens. À medida que sua população e economia se desenvolvem, a influência da Ásia nas perspectivas e condições globais continua a crescer. A América do Norte segue de perto com pouco menos de um terço do mercado global de impressão flexográfica e valoriza apenas três pontos atrás da Ásia.

Sobre Eudes Scarpeta

Eudes Scarpeta
Eudes Scarpeta é profissional há quase quarenta anos no mercado de Embalagens Flexíveis, Rótulos e Papelão Ondulado. Formado em Administração e Pós Graduado em Administração Estratégica, possui curso de extensão universitária na Universidade de Artes Gráficas da Alemanha. É autor e co-autor de vários livros técnicos do mercado, como "Flexografia - Manual Prático" publicado em Português, Espanhol, Inglês e Polonês. É palestrante e Diretor do Instituto de Impressão.

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