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A Finepack comemora seus 27 anos no mercado de embalagens flexíveis e mais uma conquista de sucesso

Por Lúcia de Paula

A Finepack tem por trás de sua história uma longa trajetória na flexografia percorrida por seu fundador, Edmur Batista do Carmo (Foto abaixo), iniciada aos seus 14 anos de idade em uma fábrica de embalagens, na cidade de Barretos, interior de São Paulo, no ano de 1980. Em toda a sua vivência profissional, Edmur atuou na indústria de embalagens flexíveis, sempre focado no desenvolvimento e na evolução do processo flexográfico, e como ele mesmo brincava: “tenho flexo no sangue”.

Quando completou 22 anos de idade, Edmur decidiu se mudar para a capital e trabalhar como representante de vendas. Mas logo deixou de ser empregado e abriu sua própria fábrica de embalagens em 1992, estabelecida em Diadema, na Grande São Paulo, iniciando com uma equipe de 10 funcionários em uma área de 750 m2. Hoje a equipe ultrapassa a casa dos 200, a área construída da Finepack é de 8.500 m2 e está em fase de ampliação para 13.000 m2 na cidade de Itupeva – a 50 km da capital.

Quatro anos mais tarde, em 1996, o jovem visionário fundou a Finetech, para atender às exigências de pré-impressão e confecção de clichês que a convertedora Finepack não encontrava no mercado da época com a qualidade desejada. Mas a necessidade naqueles tempos era tamanha que logo a nova clicheria ganhou vida própria e passou a atender também à demanda do mercado.

Tudo o que Edmur sabe da técnica de desenvolvimento e impressão de embalagens flexíveis ele aprendeu na prática, ou melhor: “essa especialização adquiri na universidade da vida, fiz várias viagens ao exterior, visitei muitas feiras do setor e empresas do mesmo segmento fora do Brasil, o que foi me dando maior visão e conhecimento”, diz ele. O que o levou a abrir sua empresa, além do sonho do negócio próprio, foi a possibilidade de crescimento da flexografia que ele enxergava lá atrás.

Mas quando criou a Finepack, há 27 anos, a flexografia já havia dado grandes passos em sua evolução, embora faltasse muito ainda para o processo chegar ao que é hoje.

“Não existiam naquela época cilindros anilox no Brasil. Os primeiros tivemos que buscar lá fora. Precisávamos buscar, inclusive, fita dupla-face – não existia fornecedor local de importados –, chegávamos a pegar um avião, ir aos Estados Unidos e trazer rolinhos de dupla-face embaixo do braço. Havia uma carência enorme na flexografia naquele início da década 1990”, relembra Edmur. “Olhando hoje a cadeia da flexografia, estamos no céu, tem tudo aqui: fornecedores nacionais e globais, disponibilidade de acessórios, de consumíveis”.

A Finepack foi uma das pioneiras também no modo de operação, fato que ajudava a agregar mais credibilidade à capacidade e qualidade da flexografia. Só para citar alguns projetos inovadores desenvolvidos naqueles anos, a embalagem do ‘Cut Size’ (papel cortado de uso em escritórios e papelaria) foi uma inovação seguida depois pelo mercado. “Antes era uma embalagem sem beleza alguma, impressa em papel com coating de polietileno e, então, iniciamos com uma estrutura de BOPP laminado com papel, que evoluiu para 2 BOPPs, material reciclável, de altíssima qualidade, que protege o conteúdo com barreira à umidade”, conta Edmur.

“Outro exemplo da época foi a tampa do pote de margarina que era um nicho de mercado atendido pelo processo de dry offset e que mudamos para um processo de tampa pré-impressa antes de ser termoformada, a gente imprimia em um filme de polipropileno, laminava com outra chapa, também de polipropileno e depois ela era termoformada. A impressão do ‘Papel Contact’ foi outra inovação: “ele vinha adesivado e nós desenvolvemos uma técnica para imprimir direto sobre o PVC”, relembra Edmur. Hoje a empresa conta com um departamento de P&D e com trabalho focado em sustentabilidade.

Sempre apostando na mais alta tecnologia flexográfica, a Finepack foi uma das duas primeiras convertedoras do país a trazer um dos maiores avanços tecnológicos em flexografia para filmes plásticos – talvez o maior das últimas três décadas – que foi a impressora gearless. Ela importou uma unidade da Primaflex CM 8 cores, da alemã W&H (Windmöller & Hölscher), instalada em novembro de 2006.

Apesar de ser uma empresa com DNA  de flexo, em 2010  a Finepack incorporou também à sua produção o processo de rotogravura, sempre com máquinas da marca W&H,  e seguindo o modelo que havia dado certo na flexo, acabou instalando uma linha própria de galvanoplastia da também alemã Kaspar Walter,  tornando-se  extremamente ágil e flexível nos prazos de entrega e competitiva comercialmente nesse novo processo.

No final de maio de 2019, a convertedora comemorou seu aniversário de 27 anos com a conclusão da instalação de mais uma impressora W&H modelo Miraflex A 8 Cores (Foto no destaque) – uma das tecnologias top mundial em impressão flexográfica – que começou a operar na Finepack no dia 21 de maio.

Finepack: www.finepack.com.br

Finetech: www.finetech.com.br

Fotos: Divulgação

Sobre Lúcia de Paula

Lúcia de Paula
Jornalista na Linha Fina Conteúdos Jornalísticos, com 30 anos de experiência, especializada em flexografia, atuando no setor desde 2005; autora do livro História da Flexografia no Brasil, editado pela Abflexo/FTA-Brasil, Scortecci Editora, em 2018.

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