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MovelPrint 2018 leva conhecimento para aumentar eficiência de impressão nos moveleiros

Por Lúcia de Paula

O MovelPrint 2018 3º Seminário Técnico de Impressão de Padrões e Texturas para a Indústria Moveleira, organizado e realizado pela ProjetoPack & Associados desde 2016 no SENAI-PR, este ano integrou o 9ª Congresso Nacional Moveleiro (de 15 a 17 de agosto, no Expoara – Pavilhão de Exposições Arapongas S.A., em Arapongas, no Paraná), evento este promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que traz anualmente as principais novidades do segmento de móveis, as tendências do setor, além de discutir as transformações no mercado moveleiro nacional.

Com palestras técnicas realizadas das 17h30 às 20h30, nos dias 15 e 16 de agosto, o MovelPrint apresentou aos conferencistas este ano os seguintes temas:

  • Pintura ou Impressão? A Impressão como Processo Estratégico da Indústria Moveleira. (Palestrante: Aislan Baer, da ProjetoPack);
  • Qualidade Total na Pré-impressão e Gravação. (Palestrantes: Fernando Larumbe e Marcelo Fechio Santos, ambos da Rotocrom);
  • Melhore o Produto e Conserve o seu Cilindro com a Lâmina Adequada. (Palestrante: Marcelo Fechio Santos, da Rotocrom);
  • Possibilidades na Pintura com a Tecnologia de Gravação Direta na Borracha. (Palestrantes: Otávio A. K. Ronconi e Edmilson de Sousa, ambos da Laserflex);
  • Critérios na Escolha da Borracha para uma Impressão de Qualidade Superior. (Palestrante: Giovanni C. Rodrigues, da PCR);
  • Impressão Digital na Indústria Moveleira: Benefícios e Oportunidades. (Palestrante: Ricardo Augusto Lie, da Ampla Digital).

Da esq. p/ direita: Marcelo Fechio Santos, Otávio A. K. Ronconi, Ricardo Augusto Lie, Aislan Baer e Giovanni C. Rodrigues.

Vale dizer que os produtos para a movelaria – as chapas de madeira MDF ou MDP, laminados (BP) e as fitas de borda – são geralmente impressos em rotogravura. São utilizadas, basicamente, três tecnologias distintas: a impressão de padrões em papel, posteriormente laminado (ao que o mercado chama de BP – de Baixa Pressão). Por se tratar de um processo de impressão em papel, a precisão e qualidade na reprodução de padrões é geralmente superior. Todavia, é um processo ligado às tiragens mais elevadas, mais comumente utilizado no segmento de pisos laminados.

Existe a impressão rotogravura direta sobre a chapa rígida, geralmente de MDF, com o cilindro transferindo a tinta para a superfície da chapa pré-cortada, em uma, duas ou três cores no geral (um primer com a cor base ou tom da madeira, e as demais cores emulando os veios, nós e outros padrões naturais particulares de cada tipo de árvores que se quer imitar). Há ainda a impressão indireta, com a imagem sendo transferida a um rolo de borracha (algo muito parecido com a blanqueta da offset) e deste para a chapa rígida. Em ambos os casos, a tinta é curada por radiação ultravioleta. O processo de impressão digital começa a despontar no setor como alternativa para agregação de valor, impressão de lotes menores e prototipagem.

“Uma vez que a impressão de produtos moveleiros se mostrou um processo estratégico de diferenciação para o setor, tornou-se necessário adquirir conhecimento e controlar o processo desde a pré-impressão – não apenas para agregar valor ao produto e cobrar por isso, mas também para resolver um gargalo na fábrica (serrar, lixar, cortar e parafusar peças num móvel são etapas mais facilmente repetidas)”, explica Aislan Baer, CEO da ProjetoPack, que também presta assessoria e treinamentos de impressão para empresas do setor.

O tema de sua palestra brincou fazendo uma provocação ao nome “pintura”, que é dado à área de impressão na maioria das fábricas de móveis. “Levado ao pé da letra, não implica em repetir um padrão com fidelidade, uma vez que se pinta um ‘original’. Impressão, por outro lado, requer controle, gerenciamento de cor e resultados para que cada cópia seja um espelho do original. Esse seria o primeiro passo para aumentar a eficiência do processo de impressão nos moveleiros: a mudança do mindset para um processo gráfico, e não algo ‘artesanal’ e sem controles”, completa Baer.

O evento do ano que vem está previsto para meados de setembro, ainda sem data definida, uma vez que a edição 2019 reunirá mais palestrantes, englobando maior conteúdo ligado à impressão analógica, tintas, cura LED, entre outros. “Estamos ainda considerando a possibilidade de agregar uma palestra de alguém da área de design de móveis e um varejista, visando unificar ainda mais a cadeia e fomentar a discussão sobre a importância de se criar estampas considerando o processo de reprodução final”.

www.movelprint.com.br

www.congressomoveleiro.org.br

Imagens: Divulgação/Congresso

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