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Flexografia o que é

A flexografia é o maior processo de impressão de embalagens flexíveis, rótulos e papelão ondulado do mundo e corresponde a 73% do mercado de impressão. (Fonte: Pesquisa do Instituto de Impressão e Flexografia)

É um processo de impressão rotativo direto, cujas características específicas são a matriz flexográfica flexível (placas de fotopolímeros ou de borracha), tintas líquidas (base água e base solvente) ou semi líquida (UV e EB) que lhe conferem rápida secagem e um sistema de entintamento por rolo/cilindro anilox, além de grupos impressores  nas diferentes estruturas de impressoras.

Os grupos impressores são compostos por um cilindro/camisa (sleeve) porta clichês, uma rolo entintador (anilox) e um cilindro ou tambor contra pressão.

A flexografia imprime (frente e verso) de bobina a bobina e de bobina a folha sobre uma ampla gama de materiais/substratos flexíveis, como filmes plásticos e papéis de todos os tipos, alumínio, metalizados, laminados, tecidos e TNT, auto-adesivos, chapas de papelão ondulado, entre muitos outros. Por esse e outros motivos a flexografia é um processo de grande versatilidade e flexibilidade.

As máquinas de impressão flexográfica possuem basicamente três estruturas:

  • stack ou cilindros individuais/independentes (mais utilizado na produção de embalagens de papel, principalmente sacos e sacolas);

  • satélite, tambor central ou impressão central (predominante na produção de embalagens de filmes plásticos);

  • e o chamado “sistema em linha”, modular ou torre (predominante na produção de rótulos e etiquetas); o sistema “em linha” também é designado à estrutura das impressoras flexográficas para papelão ondulado (predominante nas embalagens/caixas de papelão e micro ondulado).

No universo dessas estruturas, as impressoras flexográficas possuem configurações diferentes em função do tipo de serviço a ser realizado e da largura do material a ser impresso, o que as levaram a uma classificação mais genérica ao atender a uma diversificada gama de segmentos de mercado, apresentando-se assim:

Banda Larga: embalagens/sacos para todos os tipos de cereais e de grãos e alimentos em geral, como açúcares, cafés, massas, farinhas, biscoitos, chocolates, doces, snacks, salgadinhos e outras guloseimas; embalagens para produtos de higiene pessoal, doméstica e industrial; embalagens (que vão à geladeira ou freezer) para lacticínios e todo tipo de derivado do leite, para embutidos, como salsichas, aves, charques e frios em geral; sacos térmicos e esterilizados (que vão ao forno) para refeições; embalagens retortable ou retort (resiste a 135º em autoclave após o produto acondicionado); sacaria para pet food, sacos multifoliados para produtos químicos, agrícolas e da construção civil; envelopes de segurança invioláveis para transporte de encomendas e documentos; sacolas promocionais, sacolinhas plásticas para supermercados; faixas, displays e banners promocionais; além de cortinas plásticas papéis pautados, papéis de presente, guardanapos de mesa, toalhas para pratos.

Embalagens Flexíveis

 

Banda Estreita e Média: etiquetas e rótulos autoadesivos, transparentes ou não, em substratos plásticos são utilizados em maioria pelas indústrias de alimentos, de cosméticos e farmacêuticas, de higiene e limpeza, de bebidas e refrigerantes, em frascos, garrafas, potes, copos, bisnagas (de plástico, vidro ou outro material), incluindo aqueles submetidos a temperaturas severas. Entre os rótulos mais utilizados se destacam: o rótulo bula de segurança (vai no corpo do medicamento), o de face dupla (materiais de adesivos sobrepostos), os holográficos (contra falsificação ou violação), os adesivos transparentes, e os termoencolhíveis (sleeve). No campo das etiquetas se destacam aquelas com dados variáveis, as promocionais com raspadinha utilizando dados variáveis, etiquetas para loterias numéricas, a etiqueta RFID (identificação por radiofrequência), e outras aplicações, como tags, lacres, cartelas de figurinhas. Sachês e embalagens porcionadas para qualquer tipo de alimento e bebidas, medicamentos, cosméticos.

Rótulos e Etiquetas

 

Corrugados: todos os modelos e tipos de caixas de papelão ondulado; o modelo “caixas de transporte” de produtos embalados é o mais consumido pela eficiência na logística e custo-benefício, o “corte e vinco” é o mais utilizado nos segmentos de hortifrúti, flores, frigorificados, alimentos em geral, bebidas, higiene, limpeza e outros. Ampla diversidade de formatos diferenciados conseguidos no papelão ondulado, somados à alta tecnologia da impressão em cromia e o substrato micro ondulado ampliam o leque de aplicações, quer no transporte de produtos “in natura”, quer na embalagem de produtos acabados de diversas indústrias, como a de aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos, utensílios e eletrodomésticos, calçados, brinquedos, bebidas. As embalagens de papelão ondulado estão presentes também na exportação, como a “bag-in-box” que transporta até 1.000 litros. Outras aplicações ainda estão no ramo mobiliário, como mesas, cadeiras, poltronas, sofás.

Caixas de Papelão Ondulado

 

Sua história

A impressão a anilina (nome inicial da flexografia) surge na Europa e nos EUA no século 19. Não se têm um inventor e data específicos. De acordo com o livro “Flexography: Principles and Practices”, editado em 1962 pela FTA (Flexographic Technical Association, Inc.), alguns historiadores identificaram o uso de impressoras a anilina nos Estados Unidos no início da década 1860. Mas a maioria deles considera o nascimento do processo por volta de 1905, a partir da primeira impressora flexográfica construída por C. A. Holweg, um engenheiro da cidade de Alsace Lorraine, na França, a quem foi concedida uma patente britânica (Nº 16519, de 7 de novembro de 1908) sobre uma impressora a anilina.

O nome vinha da tinta utilizada que era do corante de anilina, originado da hulha do alcatrão de carvão. As primeiras impressoras utilizavam tinturas de anilina dissolvidas em água, depois dissolvidas em licores fluídos e depois em álcool. Por muitos anos a impressão a anilina foi um processo empírico, rudimentar.

Na década 1940, nos Estados Unidos, muitos convertedores que forneciam embalagens de alimentos impressas pelo processo de anilina deixaram de usar esse nome, porque ele dava a conotação de substâncias tóxicas. A Food and Drug Administration classificou as tinturas de anilina como inadequadas para uso com produtos alimentícios. Convertedores buscaram alternativas usando outros nomes. Mas não funcionou. A solução foi encontrada quando Franklin Moss, da Mosstype Corporation, decidiu promover, na publicação editada por sua empresa, a ideia da troca de nome, pedindo sugestões. A necessidade era tão urgente que, em 1952, durante o encontro anual do Packaging Institute, um comitê representativo da indústria escolheu “Flexografia”, nome que ganhou reconhecimento mundial em um curto espaço de tempo.

A flexografia no Brasil tem suas origens no final da década 1920 com algumas impressoras importadas. “Até 1950 ainda engatinhava, e só vai começar a caminhar a partir dessa década com a iniciativa e a coragem dos primeiros fabricantes de impressoras no País, como: Irmãos Wenzel, Máquinas Gráficas São José e Funtimod. Mas o grande impulso vai ser dado anos mais tarde”, como é relatado em um trecho do livro “História da Flexografia no Brasil”, editado em 2018 pela Abflexo/FTA-Brasil, editora Scortecci. O grande impulso da flexografia no País acontece nos anos 1970. É a partir dali que se desenvolvem os mais importantes passos e marcos construtivos dessa indústria, que hoje é uma das mais modernas e mais utilizada na impressão de embalagens flexíveis de filmes plásticos e papéis e de papelão ondulado, bem como de rótulos e etiquetas.

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Glossário

O que é anilox: O anilox também chamado de cilindro entintador. Pode ser em forma de cilindro de aço revestido com cerâmica e gravado à laser ou por um processo mecânico chamado de recartilhagem. Também pode ser em forma de “camisas” ou “Sleeve” que basicamente é um tubo técnico multicamadas e revestido na camada externa de cerâmica e gravado à laser micro células ou canais em sua superfície. A função básica do anilox é transportar a tinta e depositá-la na superfície do clichê por contato.

O que é clichê: O clichê é a matriz de impressão e pode ser feita de fotopolímero (especie de borracha sintética) ou borracha natural ou elastômero. As áreas de imagem (grafismo) que serão impressas estão em alto relevo e as áreas que não devem ser impressão (contra grafismo) estão em baixo relevo.

Clichê Flexográfico

 

 

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