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Papel moeda impresso pode desaparecer por causa do Pix, diz Gilson Magalhães, presidente da Red Hat no Brasil

Livros, jornais e revistas, bem como inúmeros produtos impressos comerciais diminuíram suas produções ou mesmo deixaram de circular no formato analógico, ou seja, no papel, como é o caso das revistas Boa Forma, Bebe.com.br, Casa Claudia, Casacor, Casa.com.br, Cosmopolitan, Elle, Mundo Estranho, Veja Rio, Arquitetura & Construção e Minha Casa, entre muitas outras que encerram sua impressão em 2020.

É o reflexo de um mundo digitalizado, virtual e mudanças de hábitos e costumes. A própria moeda impressa diminuiu sua produção, porque as pessoas em geral já vinham utilizando cartões de débito ou crédito.

“A crise (coronavírus) acelerou, praticamente sem margem para dúvidas, a transição para um futuro 100% digital”, afirma o relatório de 2020 do instituto Reuters.

Após três meses da implementação do Pix, a solução prática para transferências financeiras instantâneas é um sucesso no Brasil. Para se ter uma ideia, só neste ano, foram 286 milhões de operações realizadas, com movimentação de R$ 225 bilhões. Significa que oito em cada dez transações financeiras foram realizadas por meio do Pix.

Para efeito de comparação, as TEDs (Transferências Eletrônicas Disponíveis) foram responsáveis por 52 milhões de transações em 2021, ou 18,5% em relação ao Pix em 90 dias. Porém, com valores totais mais elevados, na casa dos R$ 2,7 trilhões.

Gilson Magalhães, presidente da Red Hat no Brasil

Agora foi revelado que a Red Hat, companhia americana líder mundial no fornecimento de soluções de software open source que ganhou o edital de licitação do Banco Central para montar o arcabouço computacional dos pagamentos instantâneos efetivados sete dias por semana, 24 horas por dia. A empresa e as soluções eram mantidas sob sigilo contratual.

Gilson Magalhães, presidente da Red Hat no Brasil, explica o trabalho realizado junto ao BC. “É uma superevolução. Podemos chegar, progressivamente, a abrir mão do papel moeda um dia. Esse é o caminho, afirmou o executivo à Revista Isto é Dinheiro.

Tempos atrás parecia impossível imaginar o mundo sem o dinheiro de “papel”, mas o paradigma mudou e quando o paradigma muda, tudo volta a zero!

E você o que acha? Chegará um tempo em que não precisaremos mais do dinheiro impresso?

Sobre Eudes Scarpeta

Eudes Scarpeta
Eudes Scarpeta é profissional há quase quarenta anos no mercado de Embalagens Flexíveis, Rótulos e Papelão Ondulado. Formado em Administração e Pós Graduado em Administração Estratégica, possui curso de extensão universitária na Universidade de Artes Gráficas da Alemanha. É autor e co-autor de vários livros técnicos do mercado, como "Flexografia - Manual Prático" publicado em Português, Espanhol, Inglês e Polonês. É palestrante e Diretor do Instituto de Impressão.

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