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Primeira coleção de roupas feita com tecido anticoronavírus é lançada no Brasil

Desenvolvidas pela marca J.Boggo+ utilizando malha antiviral da empresa Dalila Têxtil, as peças funcionam como uma proteção extra ao vírus

Já estamos acostumados a ver roupas com proteção UV e antibacteriana. Mas já imaginou uma peça que protege contra o novo coronavírus? Ao longo dos últimos meses, diversas empresas têxteis ao redor do mundo vêm trabalhando em tecidos do tipo, incluindo a brasileira Dalila Têxtil, que lançou recentemente uma malha com acabamento antiviral (no caso dela, eficaz contra os vírus envelopados, caso do coronavírus, herpesvírus e influenza, e não envelopados tipo o adenovírus humanos, norovírus e enterovírus).

A novidade é que, se até então se falava apenas em matéria-prima, a inovação agora poderá ser vista em forma de produto final: a J.Boggo+ é a primeira marca brasileira a lançar uma coleção do tipo. Conhecida por suas criações essencialmente sem gênero, a grife desenvolveu 12 modelos com o tecido da Dalila Têxtil, que já podem ser compradas através do Instagram da grife (@j.boggo).

“Mas a ideia é que o cliente também possa entrar no perfil da marca e escolher seu modelo preferido de outras coleções que já lançamos – e reproduziremos na malha antiviral. Está é inclusive uma maneira de evitarmos sobras de algum modelo, muito mais alinhada com o tempo em que vivemos”, conta o designer Jay Boggo. Caso o cliente opte por essa peça sob encomenda, o prazo médio de confecção é de apenas uma semana.

“Mesmo quando o isolamento social for afrouxado, muitas pessoas seguirão trabalhando de home office. E esses modelos foram pensados justamente para este novo momento: é uma roupa confortável, que você usa para trabalhar de casa, mas também segue com ela para aquele café que você agendou ali perto.”

Vale lembrar que a roupa funciona como uma proteção extra, mas não substitui os cuidados anteriormente recomendados, como usar máscara, lavar as mãos, não tocar o rosto e fazer distanciamento social. Segundo André Klein, diretor da Dalila Têxtil, o acabamento antiviral da malha desenvolvida pela empresa dura até 20 lavagens. Os testes foram realizados em um laboratório independente seguindo as normativas científicas reconhecidas internacionalmente, como a AATCC 100 (antibacteriana) e ISO18184 (antiviral).

Sua tecnologia utiliza partículas de prata (antimicrobiano) para atrair o vírus com carga oposta fazendo com que o mesmo se ligue aos grupos de enxofre presentes na superfície que envolve o vírus.

Essa reação inibe o crescimento e a persistência do vírus no tecido, com um mecanismo de ação que bloqueia sua ligação nas células hospedeiras, impedindo que o microorganismo libere seu material genético no interior. Resultado? Menor capacidade infecciosa nas células. Além disso, a formulação do produto é baseada em química verde, com estabilizante natural de origem brasileira.

Foto Divulgação: Rita Carreira, fotografada em casa pela irmã, usa look da coleção da J.Boggo+ desenvolvida com malha antiviral.

Fonte: https://vogue.globo.com

Sobre Lúcia de Paula

Lúcia de Paula
Jornalista na Linha Fina Conteúdos Jornalísticos, com 30 anos de experiência, especializada em flexografia, atuando no setor desde 2005; autora do livro História da Flexografia no Brasil, editado pela Abflexo/FTA-Brasil, Scortecci Editora, em 2018.

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