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Recorde na Klabin em novembro mostra recuperação da economia

Em 2020, companhia vai desembolsar R$ 3,83 bilhões do projeto de expansão Puma II

Em outubro, a unidade de Papelão Ondulado e Sacos Industriais da Klabin bateu recorde de expedição e deve repetir isso em novembro. “Estamos totalmente vendidos e carregando pedidos para o mês de dezembro, o que não é normal”, diz Cristiano Teixeira, CEO da Klabin.

“Estamos controlando um pouco a ansiedade, para passar o recado correto. Mas é fato que a economia está muito forte para nós”, comenta o executivo.

A Klabin divulgou uma previsão de investimentos para 2020 de R$ 4,7 bilhões, um crescimento de mais de 80% em relação ao valor deste ano, de R$ 2,6 bilhões. No Klabin Day – dia dedicado à apresentação da empresa a investidores -, executivos da companhia informaram que a aporte de capital se concentrará no projeto Puma II, que consumirá um total de R$ 3,8 bilhões.

O projeto Puma II será construído no mesmo complexo fabril da unidade inaugurada em 2016 na cidade de Ortigueira (região central do Paraná). O investimento total projetado é de R$ 9,1 bilhões, sendo que R$ 6 bilhões deverão ser aportados até junho de 2021, de acordo com a companhia. O novo empreendimento vai abrigar duas máquinas de papel para embalagens, com produção de celulose integrada.

O presidente da Klabin, Cristiano Teixeira, destacou o cenário favorável em um cenário de substituição de certos produtos plásticos por opções de papel, mais sustentáveis. “Substituição de plástico de uso único é realidade”, afirmou, lembrando que o processo está mais adiantado na Europa e na China, mas que já chega aos EUA e à América Latina.

Segundo o executivo, o mercado de plástico é de 400 milhões de toneladas ao ano. “Desse total, 160 milhões de toneladas são de plásticos destinados a embalagem de uso único. Esse é o foco. Para isso (a substituição por produtos de papel) que a gente tem investido muito em pesquisa e desenvolvimento.”

Depois de um período de baixa, o diretor comercial de celulose da Klabin, José Soares, afirmou que o mercado deve caminhar para uma estabilidade nos preços nos próximos meses, com recuperação mais adiante. “No segundo trimestre há alguma possibilidade de reação nos preços”, disse. Para ele, uma recuperação mais vigorosa dos preços só deverá vir a partir do segundo semestre de 2020.

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